Terça-feira, Set 22, 2009 por Marcos Piffer
Aconteceu Sábado passado dia 19 de setembro o lançamento do livro Flora em Santos, minha cidade natal.
Muitos amigos compareceram, e a receptividade ao trabalho e ao livro foi muito além das minhas melhores espectativas. Agradeço à todos pelo carinho e atenção.
Apesar de neste projeto não existir uma exposição formal das fotografias, montei no local alguns banners em grande formato de algumas imagens, e isso impressionou bastante os presentes. Estes banners permanecerão no local durante duas semanas. Depois serão levados para a Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim, onde acontecerá o lançamento em São Paulo, no dia 3 de outubro. Quem não pode comparecer no dia, ainda tem a oportunidade destes duas semanas para ver as imagens.
O livro está à venda por enquanto somente em Santos na Livraria Martins Fontes, nas papelarias Jambo ou diretamento comigo através do email info@marcospiffer.com.br ou pelo tel 13 3222-2362.

Roberto de Sá, Mônica Mathias e eu.
A seguir apostarei mais lgumas imagens da festa do dia 19.
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Terça-feira, Set 22, 2009 por Marcos Piffer
Abre hoje na FNAC Pinheiros a exposição “Encontros com a Fotografia”, junto com o lançamento de um livro e dvd. Esta exposição é formada pelo acervo que FNAC reuniu desde a inauguração da sua primeira galeria 10 anos atrás até o ano passado. O time é de primeira, estando este que vos fala lado-a-lado com mestres como Mário Cravo Neto, Sebastião Salgado e Cristiano Mascaro, entre vários outros.
A curadoria foi da Rosely Nakagawa e a coordenação da Soraya Lucato responsável pelos projetos Culturais da FNAC.¼br> Todos os fotógrafos foram entrevistados pela Simonetta Persichetti nos seus estúdios, e o livro contém estes depoimentos além das imagens do acervo.
Vale a pena conferir, pois é um documento precioso.

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Quarta-feira, Set 9, 2009 por Marcos Piffer
Abriu ontem no Museu da Imagem e do Som em São Paulo a exposição coletiva “Singular/Plural” formada por imagens minhas, do Iatã Canabrava e do Ed Viggiani. Este é o terceiro módulo de um conjunto de exposições com fotografias que integram o projeto Acervo Vivo, e destaca o que alguns consideram “a fotografia documental clássica”.
O recorte da curadoria baseou-se em 37 portfólios dos selecionados entre 1993 e 1994 do Prêmio Estímulo de Fotografia da Secretaria de Estado da Cultura, que marca um período de invenção da produção fotográfica paulistana.
A exposição mostra a força da “fotografia documental” por meio de imagens que registram diferentes aspectos socioculturais. Ed Viggiani produziu a série Minhocão: o Elevado, um registro do cotidiano dessa via expressa elevada que, nos finais de semana, transforma-se em espaço de lazer para os moradores da região.

Ponta das Canas - Ilhabela, SP
As fotografias de minha autoria que estão na exposição fazem parte do meu ‘Projeto Litoral Norte’, mais especificamente de Ilhabela. O prêmio que eu recebi naquela época foi para a realização das imagens na ilha, e o portfolio produzido passou a fazer parte do acervo do MIS. Anos depois recebi a Bolsa de Artes da Fundação VITAE para poder completar todo o projeto, e finalmente consegui publicar o livro em 2000 com as imagens então passando a fazer parte do Museu de Arte Moderna também.
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Sexta-feira, Set 4, 2009 por Marcos Piffer
Publico aqui em primeira mão com alguns dias de antecedência, uma reprodução das páginas com a matéria que sairá na revista da Santos Arquidecor 2009. As fotografias são minhas, o texto é do poeta e escritor Flávio Viegas Amoreira [no post anterior publiquei a íntegra do texto] e a bela diagramação da Mônica Mathias, que também assina o Projeto Gráfico da revista.
Realizei muitas destas fotografias durante aulas externas da Disciplina de Plástica [antiga Mensagem para os que estudaram na minha época] na FAU Santos onde sou professor.






Nesta mostra da Santos Arquidecor 2009 também estou presente no espaço da Arquiteta Katia Soares com três fotografias da Série Flora, mais uma imagem inédita que fiz em Giverny fazendo um interessante tromp l’oeil na janela.
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Sexta-feira, Set 4, 2009 por Marcos Piffer
Por Flávio Viegas Amoreira
“Que pensará a paisagem de nosso instante?suspensão das horas : cada esquina traz a marca indelével das despedidas , o espaço erguido da nossa precária permanência / cada detalhe / adorno : metáforas da anunciada dissolvência num vazio encantado: o divino das pequenas simetrias / vestígios dum dia escorado nas grossas paredes do nunca que vibra em harmonia o chão alumiado de maresia e pedra alinhavando abstrata imanência das esferas ; tudo nos vê quando vemos em minúcia lírica : aí carregamos o infindosublime é o visível ! a lembrança em concretude; anjos anônimos espreitam sobre a lógica de ponteiros esculpidos na sobranceira frontaria / testemunhas de nosso cotidiano esmaecido pelo irmão do Tempo:o Vento, nosso noroeste , essa brisa apaixonante que precede o esquecimento… ondas anunciando a praia uma porta cerrada a ferrolhos num canto de beco /um antro / o casario onde a vida cedeu ao póboêmios e monges que ainda no ontem dos séculos riam e pranteavam a desesperança das vagas na costa
placas indicativas / números, por quê e para onde?ao vão sentido cromatizando o fugaz que vai dar em nada; que mãos perpassam e agora habitam o infindável? a cidade moldada pelo tanto que se perde ou escapa,
como nos desafiam esses frontões tendo a História e o desejo como argamassa! espectros / quanta sombra no ápice da luz… cada janela relatando partos, esquifes e amores arcaicos pelo esvair das inúteis esperas reentrâncias do Oceano / cais esbatido de ancestrais anseios / geometrização da existência / atmosfera de chegadas e despedidas : é o porto nos apontando o dedo: ele que diz no silêncio eloqüente : ´´és também , tu, estranho que passa´… onde foram todos pensamentos?marujos, damas e perdidas, poetas e burocratas, eis a moldura esquadrinhada de todos gozos e inevitáveis desfechos : as ruas são da paixão o desterro
ângulos insuspeitados , leveza do instante no contraste de cal e ferro carcomendo-se de maresia / gramática de grafites com habilidade de asas, azulejados forjados de nuvens eternizadas no segundo hábil do fotográfico artesão de epifanias gradis / mansardas / duelamos : nós e o grande protagonista cósmico : ele, o Tempo ! camadas por camadas , atenta tu também que passa / a poesia imantada desapercebida por tua inútil pressa…ao fim será o Mar a submergir o que não se foi apagando sem descanso : mira esse pedaço mágico que o Atlântico emprestou ‘a serra : Santos tantos! o que resta será adeus e memória / só o presente é que sabe a razão das coisas, só o presente que brilha … agarra então tudo e todo que não se fixa , vai além da magia do retrato: esculpe como o bronze tua sina, sorte e fado…”�
[ Flávio Viegas Amoreira, escritor, poeta e jornalista.“Dedico esse texto aos que sabem amar nossa cidade e ‘a inspiração de François Ozon, diretor do filme “O tempo que resta” , meu cult-movie, no Ano Brasil-França” ]
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