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Livro FLORA - Acabamento

Domingo, Mai 31, 2009 por Marcos Piffer

Poucas pessoas imaginam, mas o processo de fazer um livro numa gráfica se divide em duas etapas. A primeira, que mostrei no blog anterior, trata da impressão propriamente dita. Depois dessa etapa vem a finalização do livro, que é o acabamento ou encadernação.

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Refile das capas e o controle de qualidade depois de coladas no papelão.

O acabamento também se divide em outras duas etapas, que são: a preparação das capas, e dos cadernos. As capas precisam ser laminadas, e refiladas e então coladas no papelão para fazer a “capa dura”. Isto tudo na Ipsis acontece atualmente em máquinas, mas o controle e o acompanhamento é sempre realizado por pessoas atentas e treinadas, para que nada de errado aconteça.

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Vinco, dobra e prensagem dos cadernos.

Em um outro local todas as folhas impressas são vincadas e dobradas para formar os cadernos que formarão o miolo do livro. Este processo também acontece em máquinas bem modernas, e depois de dobrados, os cadernos passam um tempo prensados entre duas tábuas de madeira. Depois disso são intercalados, costurados e colados no lado que será a lombada, ficando assim prontos para receberem a capa e as guardas. Deste processo infelizmente não consegui fazer imagens. Fico devendo para o próximo livro.

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Miolos e capas prontas para entrar na máquina que os une.

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A máquina que dobra as capas e cola miolo e guardas.

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Controle de qualidade no livro finalizado.

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Primeiro pallet de livros prontos.

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Livro FLORA - No prelo

Sábado, Mai 23, 2009 por Marcos Piffer

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22/05/2009 8h00 - Frente do primeiro caderno impressa.

Minha idéia sempre foi mostrar o fazer do livro Flora, desde o início, com a execução das fotografias e as viagens que fiz para consegui-las, todo o processo de edição das imagens e o desenho do livro, até por fim a impressão e o acabamento. Esta era uma intenção que eu perseguia por todos os meus outros livros, mas nunca consegui, por motivos diferentes, um deles por também não ter ainda um lugar onde mostrar estas etapas, no caso este blog.

Acompanhei a impressão de todo o livro durante 36 horas seguidas dentro da gráfica Ipsis em São Paulo à partir das 6h30 do dia 22 até às 12h30 do dia 23. Coloco agora aqui algumas imagens do processo, e vou tentar explicar algumas etapas.

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Mesa de controle da impressora - Fazendo ajustes de tinta no 2o caderno.

Em primeiro lugar eu gostaria de falar da Gráfica Ipsis em si. É uma gráfica que tem mais de 60 anos de atividade, e já se encontra na 3a geração de administração dentro da mesma família. Apesar de sua grande dimensão, possui um atendimento que a meu ver faz a grande diferença. Durante todo o tempo que estive em contato, desde a elaboração do orçamento, que precisei mudar algumas vezes, execução e correção das provas e a impressão em si, tive de toda a sua equipe, sem a menor exceção, uma atenção pra lá de especial. E o meu livro, apesar de ter um significado muito grande para mim, é sem dúvida apenas mais um dos inúmeros projetos especiais que eles vivem lidando por lá. Só posso deixar aqui meu agradecimento em especial para a Viviane Thomaz, para o Eduardo Monezi e para a Niedna Mian, e todo o pessoal responsável pela impressão.

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Acertando as cores de um dos cadernos do meio do livro.

Bom, mas lá vai. Depois de meses chegou finalmente a hora crítica da impressão. Antes disso temos que fazer as provas de impressão e os ajustes, quando estas imagens não ficam de acordo com os originais. Isto foi feito algumas semanas atrás, deixando tudo preparado para imprimir em dois dias, pois eu já havia avisado que ficaria acompanhando todo este processo.

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Impressora Heidelberg SpeedMaster 5 cores e o 2o caderno impresso.

Marcamos para sexta-feira dia 22 de maio para começar a primeira entrada de máquina às 6h30, e este horário foi cumprido à risca. O primeiro e o segundo caderno demoraram bastante até tudo estar plenamente ajustado, o que implicou em se decidir por uma troca na sequência do rolos de impressão. Isto tomou quase toda esta manhã, até às 12h00. Após isso, cada entrada de máquina demorou mais ou menos 1h30, indo até às 12h30 do dia seguinte, sábado. Isto por que a gráfica trabalha 24hs sem parar!

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Conferindo as chapas de impressão.

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Para aqueles que não tem idéia, os livros são formados por cadernos. Cada caderno é uma folha impressa frente e verso, que depois serão dobradas e refiladas, para se unirem por uma costura e receberem a capa. Para se imprimir em 4 cores que é o caso deste meu livro, é necessário imprimir cada uma das cores primárias em separado - magenta, cian, amarelo e preto - cada uma em um rolo de impressão. Cada um deste rolos tem uma chapa metálica com as imagens e textos gravados em alto relevo que seguram a tinta que vai ser tranferida para o papel.

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Conferindo a carga das tintas com um densitômetro e todas as capas já impressas.

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12h30 do dia 23/05/200. Praticamente todos os cadernos impressos frente e verso.

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Céus do Brasil

Segunda-feira, Mai 18, 2009 por Marcos Piffer

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Brasília, DF - Eixo Monumental 15/06/2002 6h10′+2min

No ano de 2002 fui contratato para realizar um ensaio fotográfico para uma campanha institucional e publicitária de um grande banco brasileiro. A campanha idealizada por uma importante agência de publicidade paulistana havia sido inspirada no trabalho do fotógrafo americano Richard Misrach “Desert Cantos”.
O trabalho deste fotógrafo cuidava de registrar recortes do céu, onde não aparecem nenhum registro humano, geográfico ou construtivo. Estas diretrizes foram mantidas nas exigências ao meu trabalho, mais a obrigatoriedade de registrar o local exato onde as fotografias foram feitas, e o horário se possível com a precisão de segundos.

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Goiânia, GO 16/06/2002 18h01′

Depois de inúmeras e intermináveis reuniões com a agência, parti finalmente para uma viagem por 14 lugares no Brasil, 11 deles sítios considerados Patrimônios da Unesco, com a missão de voltar com pelo menos 20 imagens diferentes dos céus de cada um.
Não fiz todas as cidades de uma vez, pois realizei este trabalho com filme cromo 6×7, e considerei fundamental poder monitorar os resultados de tempos em tempos. Então, agrupei os lugares de acordo com a sua localização, começando com os mais próximos, e assim pude fazer os ajustes necessários de exposição e revelação desde o início, sem o correr o risco de perder ou comprometer o resultado final do trabalho, nem acarretar mais custos na execução.

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Foz do Iguaçú, PR - Parque Nacional 10/05/2002 6h36′+2

Depois de 3 meses de trabalho o resultado foi um conjunto de quase 900 fotografias diferentes. Procurei não me basear no trabalho do fotógrafo americano, e colocar o máximo de minhas características pessoais, dando uma boa “abrasileirada” nas fotografias, fazendo-as mais quentes e emotivas, e não tão frias e impessoais.
Estas 900 imagens abstratas mostram uma paleta de cores surpreendente, e imagens que transitam de uma delicadeza de céus plácidos à fúrias de nuvens tormentosas.

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Belo Horizonte, MG 20/05/2002 18h10’45s+40′

Faço resgate deste ensaio neste momento, porque ele é a matriz do projeto de meu próximo livro. Mas isto eu contarei somente no próximo post.

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Livro FLORA - Ajustes finais

Sábado, Mai 16, 2009 por Marcos Piffer

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Epidendrum fulgens Praia de Boracéia - São Sebastião, SP

Após uma longa jornada debruçado neste projeto, o livro FLORA vai finalmente entrar em gráfica para ser impresso.
Desde a sua idealização (tirando obviamente a vontade que eu sempre tive de fazer este livro) que foi em agosto do ano passado, a formatação para a Lei de Incentivo e sua aprovação, os meses em busca das imagens que faltavam (que acabaram por ser quase todas no final, pois a maioria das fotografias que já tinha feito eram de espécies exóticas, e não da Mata Atlântica), o desenho do livro e toda a diagramação, a identificação das espécies, a redação dos textos e as respectivas revisões, as provas de impressão e os ajustes finais, se passaram quase 10 meses.

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Acrostichum danaeifolium no Rio Jaguareguava - Bertioga, SP

Para se ter uma idéia da complexidade de se fazer este livro que no início parecia que ia ser extremamente simples, nos últimos momentos antes dos arquivos entrarem em gráfica para a execução das provas, decidi que seria necessário inserir mais algumas imagens que situassem as espécies no seu contexto natural. E para isso ainda foi necessário fazer mais duas saídas fotográficas, com o livro praticamente pronto. Mas o resultado foi sem dúvida enriquecedor. Dessas saídas resultaram as 3 imagens deste post, e que já foram devidamente incorporadas ao livro.

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Hibiscus pernambucensis no Rio Guaratuba - Bertioga, SP

As provas de impressão estão finalizadas e os ajustes efetuados. Os arquivos estão fechados, e o livro está programado para ser impresso ainda esta semana. Vou acompanhar a impressão pessoalmente e pretendo que o próximo post deste assunto seja de dentro da gráfica mostrando o livro nas máquinas. Até lá!

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Tristes canais

Sexta-feira, Mai 15, 2009 por Marcos Piffer

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Parece que em Santos existe uma Secretaria de Meio Ambiente, mas como aquela piada da cabeça do bacalhau: todos sabem que existe, mas nunca ninguém viu!

As imagens deste post são do canal 3 - Av. Washington Luis - numa das áreas mais nobres da cidade, e ilustram bem as como são tratadas as questões ambientais da cidade.

Este canal por onde passo todos os dias, por isso posso falar com propriedade, e desafio alguém do poder público a desmentir, retém esta mistura de esgoto, óleo e sujeira durante semanas. E isto num período de poucas chuvas. Num dia como o de hoje que chove abundantemente, quando as comportas dos adevem ter sido abertas, sabemos para onde foi tudo isso.

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A seriedade no trato das questões ambientais da cidade de Santos está muito longe do desejável. Passa pelos canais, pelas praias, pela falta de lixeiras por toda a cidade, pelo desinteresse na educação ambiental, e muitos outros problemas, e atinge em cheio a arborização da cidade tratada pelos governantes como questão fútil e secundária.

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Marcos Piffer News produzido por Marcasite!