Sábado, Nov 29, 2008 por Marcos Piffer
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Continuando minha busca de imagens para o livro Flora estive desta vez no sertão de Barra do Una no municÃpio de São Sebastião. Â
Pelos sertões no Litoral Norte - como são conhecidas as regiões opostas às praias, próximas ao sopé da Serra do Mar - passam os rios que vão desembocar nas praias e ainda se encontram muitas áreas preservadas de mata original.

Foi a partir do rio Cristina que começamos a caminhada subindo em direção à uma das muitas quedas d’água que se encontram na encosta da Serra.
Mais uma vez me deparei com espaços naturais que nos remetiam a jardins, tamanha a organização e beleza, e  exemplares de espécies surpreendentes como a inflorescência da bromélia abaixo.

Nesta caminhada que durou todo um dia, tive o privilégio de contar com a companhia do amigo de longa data Mário Freire, verdadeiro anfitrião e conhecedor da região, que nos guiou através dos rios, trilhas e matas da serra do Mar.
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Sábado, Nov 22, 2008 por Marcos Piffer

Percorri no último dia 20 um trecho do costão da Ilha de Santo Amaro, onde se localiza o municÃpio do Guarujá a partir da Ilha das Palmas, tradicional clube de pesca da região. Novamente fui em busca de imagens para o livro Flora, que está ganhando à cada saÃda como esta mais corpo e consistência.
É interessante como o processo de realização deste livro tem me levado a conhecer mais a minha própria região. Isto por que optamos, eu e o Roberto de Sá que está escrevendo os textos para o livro, que as fotografias que faltassem deveriam ser preferencialmente feitas pela área da Baixada Santista. Nisto eu tenho percorrido, como mostram este e os posts anteriores, vários locais próximos, mas nem por isso menos interessantes, ou menos ricos na diversidade da flora.

Sumaré-das-pedras Cyrtopodium andersonii
Nesta pequena caminhada a partir da Ilha das Palmas, andamos um pequeno trecho pelo costão, onde pudemos ver muitos exemplares de cactus, filodendros, sumarés e bromélias, crescendo literalmente sobre as rochas num ecossistema bem caracterÃstico. Depois adentramos por uma trilha em direção à captação de água do clube, que passa por um trecho de Mata Atlântica ainda preservado e à menos de 15 minutos das cidades de Santos e Guarujá. Neste segundo trecho mudam as espécies predominando as tilândsias, orquÃdeas e samambaias, além das árvores e palmeiras caracterÃsticas.

Tillandsia sp
O conceito na realização das fotografias - de uma profunda reverência face a natureza - tem amadurecido e produzido imagens bem interessantes. Tenho tentado tratar cada exemplar de planta fotografado como uma verdadeira escultura, buscando o tirar máximo da sua forma, cor e luz.
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Terça-feira, Nov 18, 2008 por Marcos Piffer

Subi a pé neste final de semana a Serra do Mar pela trilha que sai da usina de Itatinga em Bertioga, novamente para fotografar para o meu projeto do livro Flora. Esta trilha, inteira calçada com pedras de rio, foi aberta há mais de 100 anos na época da construção da usina, e leva do sopé da Serra do Mar até a barragem de captação de água para geração de energia no topo da encosta. Para quem não sabe, a usina de Itatinga é responsável pela geração de energia para o Porto de Santos, e fica no municÃpio de Bertioga próxima à beira do rio Itapanhaú.Â

O trajeto começa com a travessia do rio Itapanhaú no Portinho de Itatinga. Depois, um trajeto de 7,5 km é percorrido num singelo trem que já foi à vapor num tempo não muito distante, até a vila onde moram os funcionários que cuidam da usina.

Por fim, a trilha própriamente dita sai bem atrás da usina e sobe serpenteando até 700 m de altitude, num percurso de quase 6 km de extensão. Como já disse ela é inteira calçada com pedras de rio, que ao contrário de facilitar o percurso, muitas vezes a torna mais perigosa e iminente a queda nas descidas. Isto por que em vários trechos a sombra é permanente e a umidade muito alta, fazendo com que as pedras pemaneçam sempre molhadas, favorecendo o desenvolvimento de musgos que as tornam escorregadias.
A imagem abaixo, de um belo exemplar de caeté - Calathea cylindrica - mostra que estamos verdadeiramente dentro de um resquÃcio da Mata Atlântica original.

Mais uma vez tive a assistência da Harpyia na realização da trilha, empresa tradicional de ecoturismo na região, que apoia o projeto do livro Flora.
Harpyia # 13 3227-2000
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Domingo, Nov 2, 2008 por Marcos Piffer
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Rio Itapanhaú
Este mês tive a chance de fazer duas veszs a “Trilha d’água” em Bertioga. Com um intervalo de apenas uma semana, fui primeiro com meus alunos do Workshop Fotografia de Natureza, e depois especialmente para fotografar para meu projeto da Flora da Mata Atlântica. Esta trilha tem um percurso muito fácil e de agradável realização, pois é toda percorrida por cima do aterro dos dutos de captação de água do Sesc de Bertioga. Mas isto não a faz menos interessante, pelo contrário. Ela nos permite percorrer com conforto 3 ecossistemas naturais bem distintos e caracterÃsticos da nossa região. Logo após a travessia do rio Itapanhaú, cruzamos um trecho de mangue, em seguida uma área de mata de restinga e no final adentramos na Mata Atlântica.
 
Mata de restinga
Oportunidade rara de ver e fotografar espécies e mais espécies de uma riquÃssima flora. Impressiona a quantidade e variedade de bromélias, algumas vezes nos dando a impressão de verdadeiros jardins naturais irreproduzÃveis.

Mata Atlântica
Não menos bela e rica, soberana a Mata Atlântica também merece reverências. A trilha termina num poço tranquilo e belo.Â

Na realização da trilha tive a assistência da Harpyia, empresa tradicional de ecoturismo na região, que forneceu o planejamento, alimentação, travessia do rio e guias durante o trajeto.
Harpyia # 13 3227-2000
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