Categoria:

  • Geral
  • Livro FLORA
  • Lugares que eu vi
  • Meio Ambiente
  • Na Gaveta
  • Na Mídia
  • No Forno
  • Projeto COFFEA
  • Uma árvore a menos

Arquivos:

  • Setembro 2010
  • Agosto 2010
  • Julho 2010
  • Junho 2010
  • Maio 2010
  • Abril 2010
  • Março 2010
  • Fevereiro 2010
  • Janeiro 2010
  • Dezembro 2009
  • Novembro 2009
  • Setembro 2009
  • Julho 2009
  • Maio 2009
  • Março 2009
  • Fevereiro 2009
  • Janeiro 2009
  • Dezembro 2008
  • Novembro 2008
  • Outubro 2008
  • Setembro 2008
  • Agosto 2008
  • Julho 2008
  • Junho 2008
  • Maio 2008
  • Abril 2008
  • Março 2008

Sugestões:

  • G MARCHETARIA - Gisela Franco
  • MARCOS PIFFER - Website
  • PHOTOEYE
  • REH THEISS
  • SIMONETTA PERSICHETTI -Trama Fotográfica

“Pelos cafezais com Piffer” - Por Juan Esteves

Quinta-feira, Jul 31, 2008 por Marcos Piffer

Belo e generoso o artigo escrito pelo Juan Esteves sobre meu livro Coffea, não só pelo elogio ao meu trabalho, mas principalmente pela pesquisa e dedicação demonstradas pelo autor ao escrever. Publicado originalmente no site do Fotosite, reproduzo aqui na íntegra:

“Coffea é o genérico para descrever pequenas árvores de folhas verde escuro brilhantes e bonitas, com perfumadas flores brancas, até mesmo decorativas, que dão pequenos frutos vermelhos. São perto de noventa espécies, mas, resumindo: é de onde vem o nosso popular café. Também é o nome escolhido por Marcos Piffer para resumir um trabalho de mais de cinco anos.
Piffer , arquiteto e urbanista de formação, mas fotógrafo de coração e profissão, é um nome ligado a imagem da natureza, principalmente do litoral paulista, com livros já antológicos como “Santos, Roteiro Lírico e Poético” e “Litoral Norte” (já comentado nesta coluna). Sobre este, o editor Paulo Lima já disse que é um trabalho de “mil ecologistas” e para a curadora Rosely Nakagawa, a questão do mar é simbólica, como a “origem de tudo”. Uma origem que o fotógrafo mantém e cultua com excelência.
Apesar da ligação intrínseca com o mar na vida e obra, era natural que o santista Piffer se voltasse para outra coisa essencial de sua cidade natal e de sua geração. Para quem nasceu em 1962, o aroma de café sendo torrado no centro da cidade é algo inesquecível. A chance de unir a fotografia com mais esta “afinidade eletiva” veio de um trabalho profissional para uma grande produtora de café em 2003.
Na continuidade de seu trabalho documental - normalmente confundido por paisagista - o objeto muda, mas as preocupações continuam as mesmas embutidas em seus livros anteriores. A prioridade das questões urbanas e tecnológicas versus a preservação do trabalho e da natureza ameaçada. A questão humana também se soma a beleza das imagens. Segundo o autor, são 221 mil fazendas no Brasil, de diferentes tamanhos, contabilizando no pico da safra nada menos que 14 milhões de trabalhadores braçais.
Entre final de 2003 e 2007 o fotógrafo percorreu fazendas em São Paulo, Minas Gerais, Paraná , Rondônia, Espírito Santo e Bahia, num total de 185 imagens selecionadas para o livro entre as milhares que produziu. A opção pelo “duotone” para o meio de impressão valoriza bem as imagens. O sistema usa duas cores separadas, normalmente um tom de preto e um cinza de tom quente ou frio. De difícil controle, há pouquíssimas escorregadelas no conjunto, que é muito harmonioso e coerente.
Para quem conhece um pouco da história brasileira, a cultura do café é algo bem familiar, assim como o decréscimo de sua importância nas últimas décadas. Parte pela estagnação do setor que não evoluiu como seus concorrentes, parte por problemas portuários e burocráticos e parte pelo crescimento de outras atividades. Por isso, este livro é mais que pertinente, pois não é apenas um conjunto de imagens bonitas, mas um documento inestimável a nossa história.
Eduardo Carvalhaes Jr. diretor de desenvolvimento do Museu dos Cafés do Brasil, instalado em Santos, escreve que o café contribui com pouco mais de dois por cento da nossa receita cambial. Mas, também conta que somos o segundo maior consumidor do mundo, “bebemos 40% do café servido no planeta” e o maior produtor e exportador. Na busca destes registros, Piffer fotografou o dia-a-dia nas regiões cafeeiras mais tradicionais e certas curiosidades como em Planalto da Conquista, BA, onde depois de colhido é levado a mais de 100 km para ser beneficiado, ou os agricultores de Rondônia, região originalmente de floresta amazônica, instalados no estado desde a década de 70.
Dividido nas etapas da cultura cafeeira o primeiro capítulo, claro, é o plantio. A seleção das sementes, a produção das mudas, belas paisagens realçadas pelos contrastes, mostrando os sulcos rumo ao infinito. Registra-se toda a dedicação de homens e mulheres. Não vemos ai famintos bóias-frias e sim sorrisos dignos, honrados pelo trabalho. Na colheita, mãos calejadas, mas honestas arrancam os pequenos frutos. Mulheres pegam no pesado como os homens, ajoelhando-se nos seus trajes adaptados ao esforço. Em seus retratos a dignidade está mais que presente. Até mesmo o prazer de serem fotografados ali no meio da vastidão verde, vertida para pretos, brancos e cinzas.
Por fim o Benefício, onde uma frase resume o esforço: “Tem que mexer bem, senão não fica bom”. Falas pinçadas pelo fotógrafo em suas viagens. O beneficiamento do café tem que ser rápido, caminhões chegam a todo o momento. “Uma pressa organizada” conta Piffer. Entre as etapas, um registro épico no formato “salgadiano”, onde nuvens carregadas de cinzas rivalizam com a terra escurecida pelas tonalidades negras e onde o Homem e Natureza têm papel de protagonistas.
Documentar o ser humano e sua obra é um trabalho tão bonito quanto documentar as praias e mangues que caminham para o perecimento. Ambos são vítimas da modernidade, da economia descontrolada, da insensatez dos empresários gananciosos. Ambas são vítimas da inexorável evolução capitalista que troca mãos por máquinas e pensamentos frescos por clichês. Felizmente no meio do caminho, parafraseando Drummond, há um fotógrafo chamado Marcos Piffer que não deixa a gente esquecer-se disso.”

Juan Esteves é fotógrafo e crítico de fotografia. juan_esteves@hotmail.com  

Publicado em Na Mídia, Projeto COFFEA | Deixe seu comentário

São José dos Campos, SP - Praça Ulisses Guimarães

Quinta-feira, Jul 31, 2008 por Marcos Piffer

bg-praca-ug-03065.jpg

Passei um final de semana em São José dos Campos, SP e fiquei hospedado bem em frente à recém inaugurada Praça Ulisses Guimarães no bairro Aquarius. Esta praça com mais de 38.000m2 é fruto de um ótimo projeto urbanístico e arquitetônico, além é óbvio da iniciativa da administração pública. O projeto da praça preserva uma pequena área de um bosque, conta com áreas para crianças de diversas idades, esportes, uma esplêndida pista para corrida por todo o perímetro, e uma arena para shows. Naquele belo domingo de sol acontecia uma série de primeiros shows de Garage Bands de adolescentes na arena. 

bg-praca-ug-3061.jpg

Mais uma vez ao me deparar com uma iniciativa e um projeto bem realizados pensei na minha cidade natal, Santos, SP. Santos sempre careceu de alternativas de lazer à céu aberto que não fossem a praia e seus jardins. Mas, até alguns anos atrás existia disponível uma bela área no cruzamento simbólico de duas de suas mais importantes vias de circulação, a Av. Ana Costa e a linha férrea junto com a Av. Francisco Glicério. Ali fica a área da antiga Estação Sorocabana que pertencia ao Governo do Estado, que por sua vez vendeu à um particular nos anos 90 por um verdadeira ninharia. Agora neste local, onde os santistas poderiam ter sua versão caiçara do Parque Ibirapuera, temos um supermercado e um centro de convenções, este de nome e arquitetura de gostos duvidosos. Tudo isso sem falar da grade que circunda toda esta área com anúncios de produtos em promoção, como papel higiênico e massa de tomate. Mais uma vez perdemos o bonde da história, e com ele a oportunidade de realizar um projeto de verdadeiro valor para a coletividade, que levasse em conta cidadania, qualidade de vida e meio-ambiente.

Publicado em Lugares que eu vi | 1 Comentário

Livro COFFEA - Homenagem Nucoffe/Syngenta

Sábado, Jul 26, 2008 por Marcos Piffer

blog-pinacoteca-3791.jpg

Ontem fui homenageado pela empresa Syngenta/Nucoffe, uma das patrocinadoras do livro Coffea, num evento que marcou o final da exposição na Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos. Na homenagem os diretores Gustavo Gonzalez e Guilherme Landgraff proferiram generosas palavras com relação ao meu trabalho, e me entregaram o prêmio que recebi na 17a reunião da SCAE - Specialty Coffee Association of Europe, no mês passado em Copenhague, na Dinamarca, e do qual foram portadores. No evento tive o privilégio da presença de vários grandes amigos, que foram me prestigiar. Na imagem abaixo, Carlos Santana, Soren Knudsen e Roberto de Sá.

blog-nucoffee-03399.jpg

A exposição na Pinacoteca Benedicto Calixto termina neste domingo, dia 27 de julho, onde a visitação e receptividade foram excepcionais, desde o dia da abertura quando mais de 450 pessoas foram me prestigiar. A partir do dia 9 de agosto estará montada no Museu dos Cafés do Brasil onde permanecerá até o dia 9 de setembro. O Museu dos Cafés fica no edifício da Bolsa Oficial de Café, na Rua XV de Novembro, Centro Histórico de Santos.

Publicado em Projeto COFFEA | Deixe seu comentário

São Paulo, SP - Exposições Ibirapuera

Domingo, Jul 20, 2008 por Marcos Piffer

Passei este sábado no Parque do Ibirapuera e lá visitei 3 exposições bem diferentes. Apesar de um pouco reticente comecei o dia vendo a Exposição Star Wars Brasil no Porão das Artes, subsolo do edifício da Bienal. A exposição, apesar de cara pelo tamanho, é muito bem montada. Foi interessante notar muitos pais mais encantados do que os filhos ao ficarem cara-a-cara com todos aqueles objetos e roupas originais utilizados na produção dos filmes. Além disso podemos ver muitos desenhos também que geraram as futuras cenas, naves ou personagens. Não posso negar que fiquei emocionado ao ver a nave original Milenium Falcon, além do boneco em tamanho natural do Chewbacca e do Boba Fett, aquele mercenário que consegue capturar o Hans Solo no episódio V. Abaixo o desenho de produção de um dos meus personagens favoritos: Jabba, the Hutt.

jabba-03283.jpg

Vi em seguida no MAC - Museu de Arte Conteporânea - a exelente mostra Fotógrafos da Vida Moderna, que tem verdadeira curadoria Helouise Costa, pesquisadora e vice-diretora do museu. A exposição é uma rara oportunidade de vermos clássicos da história de fotografia como Brassai, Man Ray, Cartier-Bresson, e muitos outros como Herbert Lizt, Berenice Abbout, Leni Riefenstahl e Robert Doisneau. Entre as imagens é privilégio dos privilégios poder ver “Moça com Leica” de 1934 de Alexander Rodchenko, e os álbuns de Lartigue fascinado pelo movimento e Margareth Bourke White sobre personagens da União Soviética. A mostra conta com 154 fotografias divididas em vários grupos, como a construção da imagem do artista, o documental e a experimentação, indo desde precursores no meio, como Eadweard Muybridge (1830-1904) até nomes contemporâneos, como Tracey Moffatt. É interesante citar que das 154 imagens expostas, 134 pertenciam à coleções do banqueiro Edmar Cid Ferreira, e foram destinadas ao MAC sob guarda provisória judicial.

mac-03322.jpg

Por último porém não menos prazeirosa, vi a recém aberta “Bossa na Oca”. Com curadoria do videomaker Carlos Nader e de Marcello Dantas,  transformaram a Oca no Ibirapuera num verdadeiro templo da Bossa Nova em São Paulo. Espalhada pelos andares do prédio a mostra tem vários destaques como uuma reprodução do Beco das Garrafas, famoso espaço da bossa nova no Rio de Janeiro que foi remontado em um palco. Um piano (com um copo de uísque para Vinicius) e um banquinho dividem espaço com imagens holográficas de músicos como Ella Fitzgerald e Frank Sinatra. A cada 15 minutos eles executam juntos “Garota de Ipanema” graças à tecnologia “eyeliner”. A areia e o clássico calçadão preto-e-branco de pedras portuguesas da Praia de Copacabana estão representados numa montagem que ocupa cerca de 800 m2 do subsolo. Uma iluminação feita nas paredes ainda simula a passagem do dia para a noite. Vemos também espaços para homenager Tom Jobim e Vinícius onde sentamos sobre banquinhos de piano, poltronas ou confortáveis puffes, para assistir vídeos com o som dirigido exclusivamente para cada pessoa. Mas o grande destaque fica por conta da Projeção do Mar no teto da Oca, feita por um projetor de 42 mil lumens, que garante uma potente definição e alto brilho na imagem. A imagem pode ser vista no último andar, em um sofá onde se senta entre 2 auto-falantes para cada pessoa, enquanto se ouve canções da bossa nova.

tom-03351.jpg

Publicado em Lugares que eu vi | Deixe seu comentário

Paraty, RJ - FLIP 2008 II

Quarta-feira, Jul 9, 2008 por Marcos Piffer

blog-3711.jpg 

Continuando o post abaixo, são vários outros privilégios de participar da FLIP. Entre eles bastaria citar o convívio com gente de todos os cantos do país e do mundo que partilham o interesse pela literatura, mesmo não conhecendo ou tendo lido todos os autores. Como bem disse Pierre Bayard, participante do evento este ano, “o importante não seria conhecer todos os livros, e sim saber sua importância na cultura”. Na imagem acima vemos a Tenda dos Telões durante a mesa com o polêmico e irônico Fernando Vallejo que ousou questionar a libertação da colombiana Ingrid Betancourt.

blog-3624.jpg

Outra manifestação memorável é a realização da FLIPINHA, edição voltada para as crianças, com participação significativa das escolas da cidade. Chega a dar uma ponta de esperança no futuro da nossa educação ver a quantidade de crianças envolvidas e interessadas, e a qualidade dos eventos destinados à elas. Toda a área da Praça da Matriz estava enfeitada com os tradicionais bonecos de papel maché, formando grupos cada um de um livro clássico, e enormes cataventos coloridos, além das árvores com muitos livros pendurados convidando as crianças a qualquer momento a lê-los. E por falar em bonecos, era possível a todo momento encontrar com os meninos do Bloco Assombrosos do Morro fazendo brincadeiras pelas ruas.

blog-flipinha-3223.jpg

E por fim, a cidade em si que se transforma em uma verdadeira festa, o que faz jus ao nome do evento. Mesmo eu, que costumeiramente vou à Paraty, nunca havia visto a cidade tão cheia e efervescente. Com direito até à um final de noite de sábado no Café Paraty, com o já tradicional show da banda Burning Bush Band com vocal do Paulo Meyer, e ainda com direito a ver Maitê Proença dançando em frente ao palco.

blog-cafe-paraty-073-01.jpg

Publicado em Lugares que eu vi | Deixe seu comentário

Paraty, RJ - FLIP 2008

Segunda-feira, Jul 7, 2008 por Marcos Piffer

blog-machado-3728.jpg 

Foram muitos os privilégios de participar desta edição da FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty. Entre eles, para um fotógrafo como eu, foi o de poder ver duas belíssimas exposições de fotografias tendo como tema a cidade do Rio de Janeiro. “O Rio de Janeiro de Machado de Assis” formada com imagens do acervo do Instituto Moreira Salles, estava muito bem montada na entrada da Tenda dos Autores em frente ao Café Pingado. Machado de Assis foi o homenageado desta edição da FLIP, e a exposição traçava um perfil da cidade do Rio de Janeiro na metade do século XVIII ao início do século XIX aproximadamente. Com imagens dos fotógrafos Augusto Sthall, Revert Henry Klumb, Georges Leuzinger e principalmente Marc Ferrez pudemos imaginar como era o ambiente vivido e descrito por Machado em suas obras.

blog-machado-3727.jpg

blog-flip-3715.jpg

A outra exposição “RIO” é do fotógrafo Cláudio Edinger, e permanece na Galeria Zoom de Fotografia do amigo Giancarlo Mecarilli até o final do mês de julho. Com grandes ampliações feitas a partir de negativos PB 4×5″ Edinger nos faz imaginar ou sonhar - através de planos ora em foco, ora desfocados - com uma outra cidade diferente de todos os ícones ou notícias atrelados ao Rio de Janeiro.

Publicado em Lugares que eu vi | 1 Comentário

 
Marcos Piffer News produzido por Marcasite!