Quinta-feira, Jun 26, 2008 por Marcos Piffer

Acontece hoje, dia 26 de junho de 2008, o lançamento nacional do meu livro COFFEA e a abertura da exposição na Pinacoteca Benedicto Calixto em Santos. Este livro é fruto de um projeto pessoal que realizei durante os últimos 5 anos fotografando pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rondônia e Paraná. Neste tempo fiz mais de 23 viagens e mais de 20.000 imagens para mostrar a vida das pessoas ainda ligadas à terra. O ensaio nas palavras da crítica de fotografia Simonetta Persichetti, que também assina um dos textos do livro, “transforma as várias formas de colheita manual em documento histórico e contorna a dura rotina do campo com traços de poesia”.

O lançamento hoje é nacional, pois a exposição será itinerante, e vai percorrer várias outras cidades no Brasil e no exterior. Na Pinacoteca Benedicto Calixto ela permanece até o dia 27 de julho. Depois estará no Museu do Café do Brasil, na Bolsa Oficial de Café de Santos do dia 8 de agosto a 9 de setembro. A partir de 09 de setembro uma outra exposição paralela começará a percorrer todas as livrarias da FNAC no Brasil, 3 na cidade de São Paulo, e nas cidades de Campinas, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Por enquanto o livro Coffea somente será vendido diretamente comigo através do email info@marcospiffer.com.br ou em Santos na Livraria Martins Fontes que se localiza no Gonzaga na Av. Ana Costa 530, tel 13 3289-5657. O valor do livro é R$ 145,00.
Publicado em Projeto COFFEA | 1 Comentário
Sexta-feira, Jun 20, 2008 por Marcos Piffer
Muitas pessoas tem se perguntado, e me perguntado sobre o corte de um número absurdo de árvores que tem acontecido em Santos simultaneamente com reforma do calçamento dos canais. A Prefeitura como sempre alega que são todos exemplares doentes ou com algum tipo de praga, mas como vocês poderão ver na imagem abaixo, pelo menos o cerne desta árvore que se encontrava em frente à rua Tolentino Filgueiras no canal 3 está perfeitamente são.
É difícil de compreender tanta ignorância e desprezo pelas árvores, partindo da própria Secretaria de Meio Ambiente. Além destes cortes que chegarão a mais de 260 árvores nos canais, e da permissão irrestrita quando solicitada por determinados comerciantes ou moradores como falei no post abaixo, a Prefeitura de Santos tem seguido uma idéia equivocada de rearborização com espécies da Mata Atlântica. O que num primeiro momento pode parecer louvável, é a meu ver um erro, pois as espécies escolhidas - Manacás, Ipês e Resedás - não chegam a alcançar no litoral um porte suficiente para gerar uma sobra significativa, e muito menos se tornar um verdadeiro abafador dos ruídos urbanos, ou abrigo de uma maior biodiversidade. O poder Público e seus técnicos ao tomarem esta opção, seguem dando preferência à fiação aérea (eterno embate das árvores com os fios, em que as árvores sempre saem perdendo), e ao calçamento (outra reclamação constante de que as árvores “estragam” o calçamento). Além disso estão promovendo uma verdadeira descaracterização de determinadas regiões, como foi o caso do corte dos Flamboyants no canal 5, trocados por manacás.
É importante citar que na cidade de Montevidéu na década passada, se promoveu um projeto de rearborização do centro urbano com espécies adequadas geradoras de sombras verdadeiras. Através desta atitude se conseguiu uma diminuição de 3 graus na média da temperatura desta área. Nada mais oportuno para nos fazer pensar no que está acontecendo em Santos, em tempos quando o aquecimento do planeta e várias outras questões ambientais são pautas do momento.
Publicado em Uma árvore a menos, Meio Ambiente | 4 Comentários
Segunda-feira, Jun 2, 2008 por Marcos Piffer

Dia 01 de junho - aconteceu a Expedição Fotográfica De Olho nos Manaciais. O evento, idealizado pelo ISA Instituto Sócio Ambiental, foi uma verdadeira jornada cívica, ecológica e fotográfica às represas Billings e Guarapiranga. A expedição teve como objetivo fortalecer a relação da população paulistana com suas fontes de água, em especial com as represas da zona sul da Grande São Paulo, responsáveis pelo abastecimento de 5,4 milhões de pessoas.
A iniciativa contou com 30 grupos de 20 pessoas cada, coordenados por fotógrafos profissionais. As imagens pruduzidas integrarão um livro e uma exposição itinerante em 2009. O grupo coordenado por mim fotografou as instalações da Usina Henry Borden em Cubatão. Esta usina entrou em operação na década de 1920, e foi força propulsora da economia brasileira e motivo da criação da Represa Billings. Hoje sua produção de energia é bem reduzida, pois para isso depende do bombeamento das poluídas águas do rio Pinheiros para a Billings.

O meu grupo não teve acesso a grandes lâminas d’água como aqueles que fotografaram no planalto, mas por outro lado tivemos a oportunidade de conhecer e fotografar uma usina histórica e literalmente incrustada na rocha da Serra do Mar, e ainda por cima numa região de preservação da Mata Atlântica. A chuva bem que tentou atrapalhar, mas o grupo não desanimou, e tenho certeza, produziu belíssimas imagens. Abaixo seguem 2 contribuições minhas ao evento.


Publicado em Geral, Na Mídia, Meio Ambiente | 3 Comentários