Domingo, Mai 25, 2008 por Marcos Piffer
Parece incrível, mas Santos, onde leio hoje no jornal local que a maioria da população dá nota 10 pela qualidade de vida, é a cidade onde mais se cortam árvores impunemente. E sob a omissão daqueles que mais deveriam protegê-las. Não sei se existe uma estatística para isso, mas pela minha observação, infelizmente é a realidade. São Paulo, que sem dúvida uma cidade muito mais agressiva, por conta do trânsito, e muitas outras questões urbanas, tem um projeto de arborização, e um controle muito mais atuante com relação ao corte de árvores. Em Santos, basta alguém abrir um comércio que consegue uma autorização do poder público para derrubar as árvores que existem no passeio público. Sempre com a alegação de que a árvore está doente ou com cupins, a derrubada é autorizada. Pincipalmente se o tal comércio se localizar na famosa Vila Rica.
É preciso conscientizar a população de que as árvores de uma cidade são um bem público, ou seja pertencem à todos os cidadãos. E, além de enfeitar a cidade, as árvores tem muitas outras finalidades, como reduzir a temperatura ambiente através de sua sombra, e ser um abafador natural do som dos automóveis. Além obviamente de ser abrigo de uma incrível biodiversidade, e da transformação do gás carbônico em oxigênio. Como vocês podem perceber todos temas muito atuais, numa época em que estamos sempre preocupados com questões como o aquecimento global, e qualidade do ar que respiramos.
Mais uma vez citando a minha cidade natal, em Santos o Poder Público além de omisso com relação ao corte das árvores existentes, não exige a contrapartida de quem as corta. Ou seja, o comerciante corta, e não é obrigado a plantar nada. Eu sei vão dizer que são obrigados, mas a realidade é bem outra. Não vemos nada disso.
A espécie acima é um exemplar de Flamboyant - Delonix regia - que já contou com muitos exemplares na região da rua Firmino Barbosa, no canal 4, e em outros pontos da cidade. Mas tem sido ostensivamente cortadas sob a alegação de que estragam o calçamento. Este em particular os iguinorantes vão afirmar que poderiam cortar, pois se encontrava dentro da sua propriedade, na rua Vahia de Abreu, e não no calçamento. É de chorar!
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Sexta-feira, Mai 23, 2008 por Marcos Piffer


Encerrou hoje o 17o Seminário Internacional de Café de Santos, que aconteceu no novo Hotel Jequitimar na praia de Pernambuco no Guarujá. No evento realizei um pré-lançamento de meu livro COFFEA, junto com uma amostra da exposição. O livro também foi oferecido pela organização do evento, a cargo da Associação Comercial de Santos, à todos os palestrantes. A receptividade ao trabalho foi além da esperada, e a exposição estava muito bem montada em um espaço privilegiado. Lá tive o apoio da Marjorie Medeiros, diretora do Museu dos Cafés do Brasil, que ofereceu o estande para comercialização dos livros.
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Domingo, Mai 11, 2008 por Marcos Piffer
Fui à cidade de Cunha na divisa de São Paulo com Rio de Janeiro no feriado de 1o de maio. O clima é de montanha e a paisagem lembra um pouco Campos do Jordão. A cidade ainda é uma vila do interior, e vale a pena pelos ateliês de cerâmica de artistas que migraram para lá na década de 70. Também possui ótimos restaurantes como o “Quebra Cangalha” onde saboreei uma ótima perna de cordeiro com pure de maçãs. Pela região ainda é possível ver muitas araucárias nativas - Araucaria brasiliensis - e uma variedade incrível de bromélias.

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Sexta-feira, Mai 9, 2008 por Marcos Piffer
Abriu ontem dia 8 de maio, na agência Leo Burnet Brasil, a exposição coletiva “Self Service - Escolha o mundo em que você quer viver”. São 12 fotógrafos que integram o acervo do Sambaphoto, e que além de imagens para a exposição, disponibilizaram fotografias gratuitamente através do banco de imagens Samba da Nossa Terra para campanhas que envolvam questões ambientais e sociais.
Eu participo com 3 imagens inéditas da Série Céu/Mar em ampliações no formato 1.00×1.20m. A imagem acima foi feita na praia de Camburi em Vitória, ES em 2006, e a fotografia abaixo em Copacabana, Rio de Janeiro em 2002.

A exposição permanece durante 3 meses e tem o apoio do Instituto Akatu para o Consumo Consciente. O endereço da Leo Burnet é Rua Brejo Alegre 99 - Brooklin, São Paulo, SP.
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Domingo, Mai 4, 2008 por Marcos Piffer

Estive em Alagoas em fevereiro deste ano, na capital Maceió e cidades próximas no litoral. As praias são belíssimas e a água de um tom de verde indescritível!. Mas o odor de esgoto, infelizmente era onipresente na capital. Ainda encontramos pelas principais praias as famigeradas “línguas negras”, ou seja esgoto à céu aberto correndo pelas areias em direção ao mar. Mais ao norte, em Maceió mesmo, acima da praia da Lagoa da Anta, pude ver um canal correndo direto para o mar. É incrível que em pleno século XXI isso ainda aconteça, sinal da falta de saneamento básico. E numa capital de Estado, um dos principais destinos turísticos do Nordeste. Imaginem então no interior.
A fotografia acima é na praia de Jatiúca em Maceió. Os meninos jogando capoeira foram fotografados na Ilha da Crôa, na Barra de Santo Antônio.


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