Muitas, muitas árvores à menos!
 



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Tenho estado um pouco ausente deste blog porque no momento me dedico a um livro de encomenda sobre as 9 cidades que compõem a Baixada Santista. Este projeto tem me dado um trabalho enorme, mas por outro lado tem sido extremamente prazeroso e gratificante. Me deu a oportunidade de percorrer e fotografar muitos lugares, a maioria das vezes bem perto de nós, mas totalmente desconhecidos.

Somente na semana passada estive fotografando, além de Santos quando consegui finalizar uma lista gigantesca, no manguezal em Cubatão, no Canal de Bertioga, em Bertioga - tanto na área urbana, como até na Aldeia do Rio Silveira que será motivo de outro post e em Itatinga - nas Fortalezas e até em um Sambaqui em Guarujá.

Este post é exclusivo para mostrar algumas imagens dos Guarás vermelhos em Cubatão. Estes pássaros voltaram a ser observados nesta região na década de 80, mas não se sabe ao certo se são da nossa região ou descendentes de algum Guará solto na área mas procedente do Maranhão. O importante é que tem se multiplicado, sinalizando que de algum modo parte do seu meio ambiente melhorou nos últimos tempos. O vermelho das suas penas é fruto da sua alimentação de caranguejos.

O dia não rendeu muito apesar dos esforços do barqueiro que se empenhou em procurar os pássaros por todos os recantos possÃveis dos rios e manguezais em Cubatão. O máximo que vimos foi um grupo de 12 indivÃduos, e mesmo assim extremamente ariscos.
Por outro lado um grupo bem grande de biguás nos presenteou com uma imagem belÃssima, além das imagens do próprio manguezal.

Isto tudo deve estar presente neste livro que será publicado em agosto. Até lá!
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Ilha de Urubuqueçaba - Santos, SP 2010
Não sei se vocês já repararam em gaivotas nos dias em que está chovendo ou ventando muito. Elas costumam ficar juntas, pousadas na beira d’água, todas voltadas para a mesma direção. Dá para perceber de perto pela cor das penas que muitas devem ser filhotes. Não sei explicar a razão disso, talvez uma forma de proteção como só voar se for muito necessário, mas acho extremamente visual, curioso e interessante.

Praia do Itararé - Santos, SP 2010
Eu já vi isto acontecer várias vezes, inclusive fiz uma imagem na Ilhabela na praia de Guarapocaia em 1996 que está no meu livro Litoral Norte. Na semana passada passei em frente à Ilha Urubuqueçaba em Santos de manhã bem cedo e lá estavam elas. Um grupo maravilhoso, mas infelizmente eu não podia parar naquele horário para fotografar. Ventava muito, e o vento durou todo aquele dia. No fim do dia, voltando de onde eu estive fotografando, passei novamente pelo mesmo lugar e elas ainda lá pemaneciam. Quase que estáticas. Sorte que não costuma acontecer na Fotografia. Fiz uma série de imagens e coloco 3 aqui.

Praia do Itararé - Santos, SP 2010
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22/05/2009 8h00 - Frente do primeiro caderno impressa.
Minha idéia sempre foi mostrar o fazer do livro Flora, desde o inÃcio, com a execução das fotografias e as viagens que fiz para consegui-las, todo o processo de edição das imagens e o desenho do livro, até por fim a impressão e o acabamento. Esta era uma intenção que eu perseguia por todos os meus outros livros, mas nunca consegui, por motivos diferentes, um deles por também não ter ainda um lugar onde mostrar estas etapas, no caso este blog.
Acompanhei a impressão de todo o livro durante 36 horas seguidas dentro da gráfica Ipsis em São Paulo à partir das 6h30 do dia 22 até às 12h30 do dia 23. Coloco agora aqui algumas imagens do processo, e vou tentar explicar algumas etapas.

Mesa de controle da impressora - Fazendo ajustes de tinta no 2o caderno.
Em primeiro lugar eu gostaria de falar da Gráfica Ipsis em si. É uma gráfica que tem mais de 60 anos de atividade, e já se encontra na 3a geração de administração dentro da mesma famÃlia. Apesar de sua grande dimensão, possui um atendimento que a meu ver faz a grande diferença. Durante todo o tempo que estive em contato, desde a elaboração do orçamento, que precisei mudar algumas vezes, execução e correção das provas e a impressão em si, tive de toda a sua equipe, sem a menor exceção, uma atenção pra lá de especial. E o meu livro, apesar de ter um significado muito grande para mim, é sem dúvida apenas mais um dos inúmeros projetos especiais que eles vivem lidando por lá. Só posso deixar aqui meu agradecimento em especial para a Viviane Thomaz, para o Eduardo Monezi e para a Niedna Mian, e todo o pessoal responsável pela impressão.

Acertando as cores de um dos cadernos do meio do livro.
Bom, mas lá vai. Depois de meses chegou finalmente a hora crÃtica da impressão. Antes disso temos que fazer as provas de impressão e os ajustes, quando estas imagens não ficam de acordo com os originais. Isto foi feito algumas semanas atrás, deixando tudo preparado para imprimir em dois dias, pois eu já havia avisado que ficaria acompanhando todo este processo.

Impressora Heidelberg SpeedMaster 5 cores e o 2o caderno impresso.
Marcamos para sexta-feira dia 22 de maio para começar a primeira entrada de máquina às 6h30, e este horário foi cumprido à risca. O primeiro e o segundo caderno demoraram bastante até tudo estar plenamente ajustado, o que implicou em se decidir por uma troca na sequência do rolos de impressão. Isto tomou quase toda esta manhã, até às 12h00. Após isso, cada entrada de máquina demorou mais ou menos 1h30, indo até às 12h30 do dia seguinte, sábado. Isto por que a gráfica trabalha 24hs sem parar!

Conferindo as chapas de impressão.

Para aqueles que não tem idéia, os livros são formados por cadernos. Cada caderno é uma folha impressa frente e verso, que depois serão dobradas e refiladas, para se unirem por uma costura e receberem a capa. Para se imprimir em 4 cores que é o caso deste meu livro, é necessário imprimir cada uma das cores primárias em separado - magenta, cian, amarelo e preto - cada uma em um rolo de impressão. Cada um deste rolos tem uma chapa metálica com as imagens e textos gravados em alto relevo que seguram a tinta que vai ser tranferida para o papel.

Conferindo a carga das tintas com um densitômetro e todas as capas já impressas.

12h30 do dia 23/05/200. Praticamente todos os cadernos impressos frente e verso.
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Parece que em Santos existe uma Secretaria de Meio Ambiente, mas como aquela piada da cabeça do bacalhau: todos sabem que existe, mas nunca ninguém viu!
As imagens deste post são do canal 3 - Av. Washington Luis - numa das áreas mais nobres da cidade, e ilustram bem as como são tratadas as questões ambientais da cidade.
Este canal por onde passo todos os dias, por isso posso falar com propriedade, e desafio alguém do poder público a desmentir, retém esta mistura de esgoto, óleo e sujeira durante semanas. E isto num perÃodo de poucas chuvas. Num dia como o de hoje que chove abundantemente, quando as comportas dos adevem ter sido abertas, sabemos para onde foi tudo isso.

A seriedade no trato das questões ambientais da cidade de Santos está muito longe do desejável. Passa pelos canais, pelas praias, pela falta de lixeiras por toda a cidade, pelo desinteresse na educação ambiental, e muitos outros problemas, e atinge em cheio a arborização da cidade tratada pelos governantes como questão fútil e secundária.
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Neste final de semana assistimos em Santos mais uma vez à um triste espetáculo. As praias foram tomadas por uma quantidade enorme de lixo e junto com ele peixes e mais peixes mortos.
Podemos até considerar que o lixo foi consequência da violenta chuva que caiu na tarde de sexta-feira, mas para a quantidade dos peixes mortos não vi explicação. Muito menos li algo no jornal oficial, nem ouvimos um pronunciamento da Prefeitura.

De longe sabemos que a origem de tanto desprezo pelo ambiente público e/ou pela natureza é fruto da falta de educação de alguns e da ganancia de outros. Apesar do poder público tentar esconder o problema através de varreções desesperadas por garis e tratores todas as manhãs, ela não cumpre seu papel em educar, muito menos em fiscalizar. Basta ver o lixo que é deixado pelas tradicionais barracas de praia quando são desmontadas nos finais de domingo, ou a falta de lixeiras pela areia da praia ou mesmo por toda a cidade.

Infelizmente o retrato das praias neste final de semana não é nada alentador. Começa com uma imagem de cheiro fétido e caminha pela falta de educação da população e omissão do poder público.Â
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Mata baixa de restinga com uma colônia de Aecmea nudicaulis em 1º plano
No final de semana passado fiz uma última incursão para fotografar especialmente para o Livro Flora. Como ainda faltava alguma imagem de manguezal fui ao Rio Guaratuba quase na divisa entre Bertioga e São Sebastião.

Risophora mangue
O Rio Guaratuba é aquele que fica ao final da praia de Guaratuba e forma uma barra de águas rasas, ladeando um pequeno morro que faz divisa com a praia seguinte de Boracéia.
Apesar de ser um local bem conhecido e frequentado guarda milagrosamente uma faixa de Mata de Restinga e de Mangue preservados.

Tilandsia sp. no manguezal
Mais uma vez tive visões de verdadeiros jardins naturais, tamanha a perfeição do encontro de espécies variadas.

Colônia de Nidularium sp. na Mata baixa de Restinga
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Finalmente estamos trabalhando na produção do Livro FLORA. Após um longo perÃodo aguardando a aprovação do projeto, o que finalmente aconteceu em dezembro passado, conseguimos captar parte dos recursos necessários para o inÃcio da produção. Neste tempo, como vocês puderam observar pelo blog, aproveitei para fotografar obstinadamente para o livro, fazendo quase que uma trilha por semana durante pelo menos 3 meses.

No momento 3 etapas estão acontecendo simultâneamente:
. a edição das fotografias (seleção das melhores imagens e das espécies mais significativas), e sou pessoalmente quem está cuidando disso,
. o desenho das páginas do miolo e capa, ou a criação do projeto gráfico, sob a responsabilidade da Mônica Mathias, (vejam o lay-out de 2 páginas duplas recém saÃdas do forno acima),
. e a redação dos textos da introdução e para cada uma das espécies das plantas, a cargo do paisagista Roberto de Sá.

Mônica Mathias e Roberto de Sá
Mônica é Designer Gráfica  com muitos anos de produção. Entre os vários livros já desenhados por ela está o Bordadeiras do Morro São Bento, também com fotografias minhas. É responsável pelo material do evento Curta Santos.
Roberto de Sá é um dos melhores paisagistas da atualidade. Em atividade desde a década de 90 trabalha a partir de pesquisas conceituais que integram o jardim ao contexto em que o mesmo se insere. Amigo de longa data, embarcamos juntos na idéia deste livro desde o inÃcio por uma admiração mútua com relação à beleza da Natureza.
O patrocÃnio é da empresa Syngenta Proteção de Cultivos através do PROAC da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
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Estive no Jardim Botânico da cidade de São Paulo por duas vezes neste mês de dezembro para fotografar e pesquisar para o meu livro Flora. Já tinha ouvido falar sobre o lugar e visto imagens na Internet, mas foi grande e positiva a minha surpresa.
O espaço central - Jardim de Linneaus - é formado por um lago e colunas de cantaria que emolduram escadarias também de pedra, que levam à trihas de chão batido, além de duas estufas com um desenho bem interessante que nos remete à jardins europeus do século passado. Tudo isso começou a ser construÃdo na década de 1930, e faz parte do Instituto de Botânica de São Paulo. Â

Todo o parque é extremamente bem cuidado e limpo, além de contar com segurança e um ótimo restaurante. Ele possui ainda com muitos outros atrativos como os lagos com ninféias, trechos de mata fechada, bosque formado por um bambuzal, e uma trilha que leva até a nascente do riacho do Ipiranga.
Além das estufas, podemos ver várias espécies em extinção, uma bela coleção de orquÃdeas - onde fotografei a espécie abaixo, que apesar de exótica merece aparecer aqui - e uma outra de bromélias.

OrquÃdea - Bulbophyllum lobbii
É um passeio que vale a pena, principalmente numa cidade onde a possibilidade de estar em contato com a natureza é cada vez mais rara.
O Jardim Botânico fica logo na entrada da cidade para quem vem do litoral, ou no final da Av. dos Badeirantes em direção à zona leste. O endereço é Av. Miguel Stefeno 3031, e fica aberto de 3a a domingo das 9h00 às 17h00.
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Subimos dia 2 de dezembro o rio Jaguareguava - lugar onde a onça bebe água em Tupi - a partir do rio Itapanhaú em Bertioga, SP. O Jaguareguava é mais um rio que tem suas nescentes nas encostas da Serra do Mar, e faz parte da bacia do rio Itapanhaú, que é o principal rio do litoral centro do Estado de São Paulo e entre outras peculiaridades tem o maior Ãndice pluviométrico do paÃs.

No Jaguareguava o seu leito é de areia e pedras claras, trazidas pela erosão das encostas da Serra do Mar, o que torna suas águas lÃmpidas e cristalinas, e em muitos trechos temos que descer do barco e caminhar pelo seu leito, pois a profundidade é muito rasa.
Na foz podemos observar inúmeras espécies de aves - Biguás, Colhereiros e Socós entre outros - que vem se alimentar nas ilhas ou baixios formados por sedimentos que o rio carrega.

Socó-dorminhoco - Nycticorax nycticorax
Depois ao adentrarmos finalmente o rio Jaguareguava ainda temos a oportunidade de ver muitos peixes como Paratis e Robalos. Finalmente a vegetação começa a se fechar formando verdadeiros túneis dentro da Mata Atlântica, isto devido à pouca largura que este rio apresenta.

Samambaiaçu - Dicksonia sellowiana
Por todo o trajeto vemos espécies de plantas se debruçando no rio e várias quase encostando nas águas, o que proporcionou imagens bem diferentes para o meu projeto do livro Flora.
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