Segunda-feira, Mai 18, 2009 por Marcos Piffer

Brasília, DF - Eixo Monumental 15/06/2002 6h10′+2min
No ano de 2002 fui contratato para realizar um ensaio fotográfico para uma campanha institucional e publicitária de um grande banco brasileiro. A campanha idealizada por uma importante agência de publicidade paulistana havia sido inspirada no trabalho do fotógrafo americano Richard Misrach “Desert Cantos”.
O trabalho deste fotógrafo cuidava de registrar recortes do céu, onde não aparecem nenhum registro humano, geográfico ou construtivo. Estas diretrizes foram mantidas nas exigências ao meu trabalho, mais a obrigatoriedade de registrar o local exato onde as fotografias foram feitas, e o horário se possível com a precisão de segundos.

Goiânia, GO 16/06/2002 18h01′
Depois de inúmeras e intermináveis reuniões com a agência, parti finalmente para uma viagem por 14 lugares no Brasil, 11 deles sítios considerados Patrimônios da Unesco, com a missão de voltar com pelo menos 20 imagens diferentes dos céus de cada um.
Não fiz todas as cidades de uma vez, pois realizei este trabalho com filme cromo 6×7, e considerei fundamental poder monitorar os resultados de tempos em tempos. Então, agrupei os lugares de acordo com a sua localização, começando com os mais próximos, e assim pude fazer os ajustes necessários de exposição e revelação desde o início, sem o correr o risco de perder ou comprometer o resultado final do trabalho, nem acarretar mais custos na execução.

Foz do Iguaçú, PR - Parque Nacional 10/05/2002 6h36′+2
Depois de 3 meses de trabalho o resultado foi um conjunto de quase 900 fotografias diferentes. Procurei não me basear no trabalho do fotógrafo americano, e colocar o máximo de minhas características pessoais, dando uma boa “abrasileirada” nas fotografias, fazendo-as mais quentes e emotivas, e não tão frias e impessoais.
Estas 900 imagens abstratas mostram uma paleta de cores surpreendente, e imagens que transitam de uma delicadeza de céus plácidos à fúrias de nuvens tormentosas.

Belo Horizonte, MG 20/05/2002 18h10’45s+40′
Faço resgate deste ensaio neste momento, porque ele é a matriz do projeto de meu próximo livro. Mas isto eu contarei somente no próximo post.
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Segunda-feira, Out 20, 2008 por Marcos Piffer
Na semana passada fui procurado em meu atelier pela estimada Georgina Timm. Ela trazia 3 quadros com fotografias minhas sobre cavalos que haviam se danificado por conta de um acidente doméstico. Ao ver aquelas imagens e procurar em meu arquivo outras ampliações prontas para substituí-las, me espantei eu mesmo com o que vi. Nem me lembrava mais desta série, que fiz em 2003 para uma exposição beneficente em prol da Associação Equoterapia, tão envolvido que estive a partir daquele ano com meu projeto Coffea, viajando para fotografar, buscando patrocínio, e no final envolvido com a produção e lançamento do livro.
Georgina era naquela época a presidente e diretora da instituição, que cuida de inúmeras crianças em Santos e São Vicente, e me propôs fazermos um evento onde as imagens seriam vendidas e o valor arrecadado revertido para a construção da nova sede. O tema das fotografias deveria ser sobre cavalos, e montamos uma bela exposição na Pinacoteca Benedicto Calixto. O evento foi muito bem sucedido com praticamente todas as imagens vendidas, e após o término da exposição não tive mais contato com os originais das imagens, devidamente arquivados e esquecidos.
Lembro que procurei intencionalmente dar um enfoque diferente ao conjunto das fotografias, fazendo um jogo dicotômico com as imagens. Se por um lado algumas parecem oníricas onde os cavalos são apenas borrões por causa do movimento, outras nos impactam pela proximidade dos detalhes e nitidez.

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Domingo, Out 19, 2008 por Marcos Piffer

Poucas pessoas sabem, mas o JR Duran esteve em Santos em abril de 2006 especialmente para ser fotografado por mim para a Revista Trip. Foi numa Sexta-feira Santa, em pleno feriado com praias cheias e muito calor que fizemos estas fotografias.

A matéria, escrita pelo jornalista Mário Sérgio Conti, tratava de seu mais recente livro de ficção, e que se passa em parte entre outras cidades como Santos, SP e cita a praia e os edifícios inclinados da orla. Abria numa página dupla com a primeira imagem deste post cortada.

Como sempre muitas imagens foram feitas, e apenas uma utilizada.
Procurei propositalmente dar ênfase ao fundo, mesmo com ele fora de foco, procurando mostrar o movimento na praia no fim da tarde do feriado, com os ambulantes, banhistas, e os famosos “prédios tortos”.

Como apenas uma foi publicada, me motivei agora a colocar algumas outras para registro, e para dar continuidade a esta secção que apresenta trabalhos que estão guardados, esquecidos na gaveta, e que poucas pessoas conhecem.
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